Vamos fazer um filme

Os rumores foram grandemente exagerados…

Julho 3, 2008 · 1 Comentário

Faz quatro meses desde a última actualização, mas o projecto continua vivo. Nestes últimos tempos, chegou-se a uma storyline e a um enredo, e cabe-me agora a mim elaborar um argumento, que deverá ter cerca de 100 páginas para duas horas de filme. Espero fazê-lo durante estes meses de Verão em que estarei mais livre de outros trabalhos.

Entretanto, recomendo uma espreitadela na minha reel, pois nem só de câmara à mão e luz fluorescente se faz este realizador. E uma outra curta-metragem por mim produzida e realizada, desta feita com os cuidados que o Nosso Projecto irá merecer:

Até breve!

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Geração em Saldo

Março 8, 2008 · Deixe um comentário

Só hoje, depois de regressar de Lisboa, tive oportunidade de ler o artigo da Visão da semana passada – Geração em Saldo.

Se o artigo pouco adianta em relação àquilo que infelizmente já sabemos, é mais uma peça que serve para me aumentar a revolta com a situação. Quero mesmo fazer alguma coisa, e não deixa de me parecer um pouco deprimente o modo como as ideias circulam devagar na mailing-list. Mas tudo bem, eu preparei-me para uns três anos até ao resultado final – a projecção de uma longa metragem – o que não é de todo anormal mesmo quando há dinheiro para se fazer. Só passaram 3 de 36 meses.

Anyway…

Espero que as ideias discutidas até ao momento não pareçam pouco relacionadas com o grande tema do projecto e consequentemente uma desilusão para alguns, maspeço-vos alguma confiança, vejo um filme onde o enredo é secundário às ideias que o vão informar. E peço-vos sobretudo alguma raiva dirigida e inteligente. Por favor não estejam nos cafés a chamar “filho da puta” ao Sistema enquanto ignoram este projecto…

Bute lá fazer?

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Dogma’95 meets Rodriguez meets Seinfeld

Fevereiro 13, 2008 · Deixe um comentário

‘O Jantar’ foi filmado quase literalmente enquanto se fazia o jantar… Foi feito um pouco em cima do joelho de propósito para participar no concurso Pangea Day mas é uma boa amostra do que procuro a nível estético e a nível de processo para a nossa longa-metragem.

Obrigado à Inês Leite, ao Daniel Pinheiro e à Sílvia Ribeiro pela participação, e ao Ricardo Duque por nos emprestar a sua cozinha e a sua sala de jantar.

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Qual é a coluna vertebral do projecto?

Janeiro 12, 2008 · Deixe um comentário

Este é um assunto sobre o qual tenho pensado e julgo importante esclarecer. Apesar de algumas pistas que possam existir nesse sentido, nunca foi o meu objectivo fazer um filme sobre a problemática dos ‘recibos verdes’. Estes são apenas um sintoma de algo que vai mal na estrutura socio-económica da sociedade. Para compreenderem o que quero dizer, vejam os documentários do Michael Moore. O Bowling for Columbine não é apenas sobre as armas nos EUA, mas sim sobre o Medo que existe na sociedade americana. O Sicko não é apenas sobre um sistema de saúde injusto, mas sim sobre um modelo de sociedade em que a solidariedade não encaixa. Eu gostaria cá gostaria que o nosso projecto colocasse sobretudo a seguinte questão, que deverá permear o filme:

- O que é o sucesso?

Falo da questão do material/espiritual, falso/autêntico, ter/ser. Em todos os personagens do filme, tal como em nós próprios, por-se-à esta escolha que pode ser trágica – basta ver a quantidade de histórias sobre a ambição, por exemplo.

A precipitar este desenvolvimento, há uma série de factores antagónicos a explorar, seja como elementos narrativos, seja entranhados nas próprias personagens:

  • Factores económicos (desemprego, concorrência desleal, custo de vida);
  • Factores políticos (os recibos verdes, hostilidade a certas actividades – ex. à àrea da cultura);
  • Factores sociológicos (os “valores” – da família, dos colegas, da publicidade).

Espero que este texto não pareça excessivamente sério. O humor e a fleuma fazem parte da concepção inicial do projecto. Mas (mais ainda dada a natureza cooperativa) é-me necessário definir qual o subtexto do projecto, de modo a que todos os esforços tenham o mesmo foco.

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Um argumento para aproveitar peças

Janeiro 10, 2008 · Deixe um comentário

Embora este projecto esteja a ser construído de forma independente e marginal até, eu enquanto realizador não faço questão de excluir outros meios de produzir filmes. Aliás, ter dinheiro para fazer as coisas dá jeito. Assim pelo segundo ano consecutivo participei no concurso de atribuição de subsídios a curta-metragens no ICAM, com um argumento que já retratava as frustrações que levaram a avançar com este projecto.

Ontem recebi os resultados provisórios e como era esperado ainda não é desta. Aliás, consegui o meu objectivo que era ficar na 1ª metade da tabela (52º em 110), depois de o ano passado ter ficado em 75º. Lendo os comentários do júri, fica a moral da história: preciso de currículo, e para isso preciso de produzir coisas, tal como este filme que estamos a construir.

Deixo aqui o argumento com que participei no concurso – Os Recibos Verdes são Azuis [PDF] – o título é terrível, eu sei. A história a construção destes personagens não me entusiasma terrivelmente, mas o guião tem o espírito que gostaria de ver no nosso projecto. Fica aqui disponível, como um texto-sucata, para que retirem as peças e reciclem aquilo que vos interessar.

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Ideias avulso

Dezembro 11, 2007 · Deixe um comentário

Estive a ler alguns dos meus cadernos e encontrei algumas notas (retiradas de outras coisas) que podem ser interessantes para este projecto. Aqui vão algumas das primeiras:

- ‘Ele’ gastou os 80 contos que tinha para as férias em menos de duas semanas, sem dar conta como (quantas vezes não acontecem coisas do género);

- Num café: ‘Ele’ lia um livro sobre teoria quântica enquanto ‘ela’ (a namorada?) lia um livro de quadradinhos da Disney (eu vi mesmo isto);

- Rua de Cedofeita, dia pouco nublado: um vendedor de guarda-chuvas (‘chapéu de’ para os nossos amigos do Sul) gritava “DEUS QUEIRA QUE CHOVA!” às pessoas que o ignoravam (outra coisa que presenciei);

- Revista Visão, página das citações: o Wayne Rooney (jogador de futebol) diz que só consegue dormir com o ruído de um aspirador ligado (já usei isto num argumento, mas acho uma caracterização de personagem demasiado boa para desperdiçar);

- Existe um ‘drinking game’ chamado ‘I Never’ que tem sempre consequências desastrosas: à vez, cada pessoa diz “Eu nunca <segredo bombástico>” e todas as pessoas (incluindo quem disse) para quem essa frase seja mentira têm que beber. Se cada personagem tiver um segredo e houvesse uma cena em que jogavam o jogo, podemos ter enredo para uma novela… :D

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códigos e identidades

Dezembro 11, 2007 · Deixe um comentário

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esta imagem surgiu como inspiração para o projectofilme, acima de tudo porque ainda assim não estando muito relacionado com a nossa realidade, podia fazer parte de uma ficção alguém que tivesse a profissão de prostituta (ainda por cima uma profissão que quase como “nós” não tem os direitos que merece).

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Emigração

Dezembro 9, 2007 · Deixe um comentário

Uma proposta: cada uma das histórias poderá ter um tema geral definido à partida. Um podia ser a emigração – há imensas tensões por explorar em termos de história na decisão de sair de Portugal.

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Stranger than Paradise

Dezembro 4, 2007 · Deixe um comentário

Stranger than Paradise

Stranger than Paradise de Jim Jarmusch (1984)

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Ideias

Dezembro 4, 2007 · Deixe um comentário

1. Alguém que tenta mudar de identidade para fugir das dívidas que tem ao Estado.

2. Um diálogo em que alguém (por ex. que está a tirar o curso de Direito) explica técnicas de fuga aos impostos (técnicas estas apenas ao alcance de ricos?)

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1º encontro – 1.Dez.07, Café Ceuta

Dezembro 3, 2007 · 1 Comentário

Duas semanas e vinte respostas depois do e-mail que colocou este processo em movimento, deu-se o primeiro encontro para discutir este projecto. Por motivos de disponibilidade, apenas seis participantes – poucos mas bons! Entre outras coisas começámos a estabelecer o seguinte:

Relativamente ao processo:
Aceitando o risco de escrever enquanto se vai filmando (em vídeo HD, de qualquer modo, fazemo-lo porque podemos), pretende-se que cada actor/actriz desenvolva a personagem que vai interpretar e que vá pensando na sua relação com as outras personagens.
A partir daqui podemos começar com sessões de improviso (ensaios porventura filmados) e começar a introduzir conflitos – sejam problemas com a namorada, as dívidas à Segurança Social, ou um senhorio com uma acção de despejo. As filmagens poderão decorrer de forma espontânea, improvisando, ou de forma mais planificada.
Com algum material filmado e editado, poderemos começar a compôr o puzzle: escrever e filmar introduções para as personagens, procurar finalizar as histórias que o justifiquem. Com um grupo vasto de actores julgo que não se justifica que haja um protagonista. Existirão várias histórias que se podem cruzar.

Meios de produção
Sem dinheiro, é importante que o filme seja pensado para as possibilidades do grupo, seja a nível técnico, de locais, etc. Uma ideia porreira sobre isto é transformar os problemas que surjam na produção ou aos actores em obstáculos da história ou dos personagens.

Calendário
Sendo impossível de momento determinar um calendário rígido para a produção do filme – e até fora do espírito -, é mesmo assim necessário centralizar a informação acerca das disponibilidades dos envolvidos. Podemos usar isso para ajudar a definir as relações entre personagens.

Foram também discutidas algumas referências estéticas/de processo e ideias – irei escrever aqui outros posts a propósito -, e alguma da conversa de café teria sido digna de ser filmada. Além da decisão de fazer uma mailing-list e um blog – cujo fruto está à vossa frente. Bom trabalho! Vamos lá fazer isto.

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Vamos fazer um filme?

Dezembro 3, 2007 · Deixe um comentário

Benvindos a este blog, que dará apoio à criação e produção de um filme colectivo, ainda sem título, que tem como pano de fundo um grupo de jovens em início de carreira e os problemas reais que a todos nos afectam.

Podem acompanhar este projecto subscrevendo este blog via RSS, ou consultando a nossa mailing-list.

Queres demonstrar o teu talento, tens ideias ou uma história para contar? Visita www.cafeina.org/filme/ e preenche o formulário.

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